Tributação sobre Aluguéis com a Reforma Tributária: verdades que todo investidor precisa saber
Aprovada em 2023 e regulamentada em 2025, a Reforma Tributária trouxe mudanças significativas para o setor imobiliário, especialmente no que se refere à tributação sobre aluguéis. Naturalmente, esse tema gerou dúvidas e até certo receio entre investidores: será que ainda vale a pena investir em imóveis para renda? O aluguel vai se tornar menos vantajoso?
Neste artigo, vamos explicar de forma clara o que realmente muda, quais os impactos práticos e, principalmente, por que investir em imóveis em Itajaí continua sendo uma das estratégias mais sólidas e rentáveis.
O que muda na tributação de aluguéis com a Reforma
Até agora, a tributação sobre aluguéis se concentrava no Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), pago pelo proprietário por meio do Carnê-Leão, com alíquotas progressivas de até 27,5%.
Com a Reforma, a partir de 2026 entra em vigor um novo sistema, o IVA dual, composto por dois tributos:
- CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) – federal
- IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) – estadual e municipal
Esses tributos passam a incidir também sobre a receita de locação de imóveis, principalmente para quem possui mais de três imóveis alugados ou receita bruta anual acima de R$ 240 mil.
Impacto direto para investidores:
- A carga tributária pode chegar a cerca de 25% a 27% sobre a receita bruta de aluguéis.
- Contudo, a própria Reforma prevê redutores de base para locação residencial e mecanismos de transição que suavizam o impacto ao longo dos anos.
- Até 2032, haverá uma fase de adaptação, com alíquotas progressivas e manutenção de parte do sistema antigo.
Verdades que todo investidor precisa saber
- “O aluguel não vai mais compensar.”
→ Falso. O imóvel continua sendo um ativo real, com demanda crescente. A tributação aumenta, mas de forma gradual e com redutores. A rentabilidade líquida pode reduzir um pouco, mas continua atraente em comparação com outros investimentos. - “Vou pagar imposto duas vezes.”
→ Não exatamente. O IRPF continua existindo, mas a CBS e o IBS substituem tributos antigos (PIS, Cofins, ISS, ICMS). A lógica é de simplificação, não de duplicação. - “Só grandes investidores serão afetados.”
→ Parcialmente verdadeiro. Quem tem poucos imóveis e renda menor de R$ 240 mil/ano dificilmente sentirá impacto relevante.
Já os investidores com carteiras maiores precisam se organizar, mas há soluções inteligentes para reduzir a carga tributária:- Constituir uma empresa (PJ): transformar a carteira em atividade empresarial pode permitir tributação pelo Lucro Presumido ou Simples Nacional.
- Segregar atividades: separar imóveis residenciais e comerciais em diferentes estruturas jurídicas pode otimizar o enquadramento tributário.
- Planejamento sucessório com holding: além de facilitar a sucessão, a holding imobiliária pode centralizar a gestão e melhorar a eficiência fiscal.
- Aproveitar deduções e redutores previstos na lei: como o redutor de 70% para locações residenciais e o desconto fixo por imóvel.
Assim, o grande investidor não apenas se adapta à Reforma, mas pode até ganhar competitividade frente a quem não se planejar.
Por que Itajaí continua sendo um excelente negócio
- Migração intensa: Itajaí é um dos municípios que mais recebem novos moradores em Santa Catarina, atraídos pelo Porto, pelas oportunidades de trabalho e pela qualidade de vida.
- Alta demanda de locação: esse movimento gera procura constante por imóveis, tanto residenciais quanto para estudantes e profissionais.
- Liquidez garantida: imóveis bem localizados dificilmente ficam vazios, garantindo fluxo de caixa ao investidor.
- Valorização patrimonial: além da renda com aluguel, há ganhos de médio e longo prazo com a valorização dos ativos.
Como o investidor pode se preparar
- Formalizar a atividade: investidores com muitas unidades podem se beneficiar de estrutura empresarial para otimizar tributos.
- Diversificar portfólio: investir em imóveis de diferentes tipologias (studios, 1 dormitório, 2 suítes) aumenta liquidez e reduz riscos.
- Planejamento tributário e sucessório: usar instrumentos jurídicos corretos evita surpresas e melhora a eficiência fiscal.
- Foco em cidades de alta demanda: como Itajaí, onde o crescimento populacional e econômico sustenta o mercado de locação.
Conclusão
A Reforma Tributária traz novidades, mas não muda a essência: investir em imóveis continua sendo uma das formas mais sólidas de preservar e multiplicar patrimônio.
Em Itajaí, o cenário é ainda mais favorável. A forte migração garante demanda constante por locação, enquanto a valorização imobiliária segue acima da média.
Para o investidor inteligente, o segredo é simples: entender as regras, se planejar e continuar aproveitando as oportunidades que o mercado imobiliário oferece.
Itajaí permanece como um porto seguro — tanto para morar quanto para investir.





